ÁRVORES DOS PAGOS

Do Selvagem primeiro

ao guri trepado no ingazeiro.

Sempre uma árvore

a marcar a existência.

 

Marco seguro

numa paisagem inconsciente

de um tempo, hoje, inexistente.

 

Colo de mãe plantada

em raízes fortes.

Tronco de cerne firme

amparando galhos,

de onde lançamos

nossos primeiros e curiosos olhares.

 

 

Sombra, fruta, cheiro e cores

que nos aterram

nalgum rincão do planeta.

 

Imóvel ser que nos persegue,

ainda que não saibamos,

enquanto vagamos sem sossego

nessa selva que habita

o lugar de ancestrais florestas.

 

Quietas árvores,

dos pagos e das esquinas,

nos chamando de volta,

prum rumo aonde tudo

era paz e harmonia

 

Arno Kayser

 

Obs: Este poema foi especialmente produzido para a exposição fotográfica Árvores dos Pagos, de Paulo Backes

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