PLANTAS AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO

 

 

A Fundação Zoobotânica é a responsável oficial por mais uma lista triste para o Rio Grande do Sul. Trata-se da relação das plantas ameaçadas de extinção no Estado. Lista construída em moldes semelhantes a lista oficial dos animais ameaçados de extinção.

A lista gaúcha das plantas resultou de um longo trabalho de consulta a vários pesquisadores e instituições cientificas.

São mais de seiscentas espécies ameaçadas, de cerca de 120 famílias botânicas. Números estes estarrecedores e que mostram o grau de impacto da ação humana no nosso meio.

Muitas destas espécies estão ameaçadas pelas mesmas razões que afligem os animais. Avanço da fronteira agrícola sobre ambientes silvestres, expansão urbana, coleta e extrativismo predatório, queimadas, pirataria genética e contrabando de espécies de difícil cultivo.

Algumas das famílias como maior número de espécies ameaçadas são plantas de ambientes muito restritos na natureza além de plantas de grande potencial ornamental. Entre elas os cactus, bromélias e orquídeas. São as chamadas espécies endêmicas. Nosso Estado é rico em endemismo, por esta situado numa grande fronteira de ecossistemas. Fato que cria situações ambientais em lugares muito restritos. Também tivemos uma mudança climática grande nos últimos 6 a 10 mil anos, que fez com que espécies, então abundantes, como os cactus, ficasse restritas a espaços cada vez menores aonde acabaram evoluindo para espécies novas. Um lugar com estas características são os morros de arenito da Depressão Central e da Campanha. Ali vicejam espécies raras de cactos e orquídeas terrestres. Fatos que aumentam a necessidade proteger estes lugares de ocorrência natural com muito mais afinco.

Mas nem só de espécies frágeis vive a lista. Muitas espécies estão sendo ameaçadas por intervenção em grandes paisagens naturais. Algumas plantas de campo nativo estão neste caso, ameaçadas pela presença do gado e pelas queimadas e lavrações de solo. Também o desmatamento entra como agente de ameaça e a exploração florestal sem manejo de reposição que ameaça muitas canelas, o pinheiro, a corticeira da serra e outras espécies árboreas. Também o extrativismo para fins medicinais ameaça algumas plantas. Um caso é da espinheira santa.

Todas estás razões mostram a importância da divulgação desta listagem. Este fato obriga os órgãos ambientais a um maior rigor no trato de ações em defesa desta plantas. Também a divulgação desta listagem contribuí para chamar a atenção da população para o problema. Isto por que é fundamental que todos se envolvam na defesa das nossas plantas.

Arno Kayser

Agrômono, Ecologista e Escritor

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Comentários

  • veronica guiomar  On 29/10/2013 at 14:29

    Euuuuuuuuuuuu axeeii muito legal apreder na mostra cientifíca e principalmente o que a gente mesmo faz iraaaaaaaaaaaduuuuu D++++++!!!

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