Entrevista para a revista Primeira Versão da Unisinos

Por Andressa Boll

1 – Como foi sua infância? (conte tudo, onde nasceu, como era seu convívio com seus pais, se tinha avós presentes, momentos que te marcaram, brincadeiras com irmãos, se tiver, a tua relação com o meio ambiente e a zona rural nessa época… pense numa historinha sobre a tua infância, tudo o que tu acha que seria legal falar, me conte!)

Nasci em  Hamburgo Velho em 1961. Na época minha casa era na periferia da cidade. Perto tinha um arroio muito bonito onde as crianças brincavam de
explorador da selva. Meus pais tinham uma casa grande com um belo pátio. Tínhamos horta, galinheiro e frutas. Aprendi muita coisa de agricultura e
reciclagem nesta época. Minha mãe curtia separar vidros, latas e ossos para vender para o “Ferro Velho”. Catadores que vinha de porta em porta comprar
estes objetos. As crianças também faziam suas vendas para ter um dinheiro para os doces e balas. Ela também adorava fazer doces de goiaba. Tarefa que envolvia
toda a família deste a colheita e limpeza das frutas até o cozimento e a colocação em embalagens de vidro que a gente juntava durante todo o ano para a ocasião.

Próximo havia criação de animais. Meus pais compravam leite do leiteiro que vivia bem perto da gente e criava por ali mesmo suas vacas. O pessoal da colônia vinha trazer seus produtos de carreta para vender no armazém da esquina e comprar coisas que precisava para levar ao interior. Costumavam acampar embaixo de um enorme ingazeiro que havia próximo ao armazém. Esta árvore era um ponto de observação da vida do bairro para a criançada. Vivíamos em cima dela comendo as frutas e brincando de “pegar” de um galho para outro.  Esta árvore era uma dos pontos mais importantes da nossa infância. Também tínhamos uma sociedade secreta com sedes no porão da casa de um amigo, no sótão da casa de outro além de uma clareira atrás de uma roça de aipim na casa do meu pai. Todas com passagens secretas de entrada e códigos de chegada e saída. Ali nos reuníamos para decidir as brincadeiras da semana e também para realizar experiências
químicas com remédios velhos que roubávamos em casa. Todo mundo jogava bola na rua, fazíamos carrinho de lomba, jogávamos bola de gude e taco e muito, muito futebol. Este último no campo do antigo Esperança. As febres esportivas duravam de duas a três semanas. Quando a gente enjoava de um esporte passávamos para o outro. Eram tempos muito divertidos e muito tranqüilos. Os maiores riscos que tínhamos de temer era quebrar um membro ou uma janela de vizinha, sendo que a segunda opção era a mais terrível.

2 – Qual a sua relação com o “verde”?

Minha relação com o verde surgiu neste tempo da primeira infância. Foi um tempo muito legal de contato íntimo com animais e plantas selvagens e domésticas e figuras humanas muito interessantes e impressionantes que povoam minha imaginação até hoje, como o senhor que tinha operado as amígdalas e tinha um furo no pescoço como lembrança da cirurgia. Tinha um medo enorme dele.

Também curtíamos muito fazer excursões para colheita de marcela na sexta feira santa até o topo do morro dois irmãos ou os campos do que é hoje o parcão.

3 – Como surgiu essa relação? Teve alguma influência?

A relação saiu deste contato. Minhas mais fortes influências neste tempo fora meu pai e minha mãe além de meus avôs paternos que me contavam histórias dos macacos que jogavam frutas na cabeça das pessoas e das raposas que roubavam galinhas na casa deles.

4 –  Como resolveu trabalhar em defesa da natureza?

Teve um fato decisivo: Quando reformaram a rede de luz do bairro cortaram o ingazeiro perto armazém onde a gente brincava. Foi quando descobri que havia gente que não dava bola para as árvores. O fato me marcou de tal maneira que a partir dali comecei a querer proteger e conhecer mais sobre elas. Minha tia Marlene começou a me falar do Lutzenberger e suas palestras em Porto Alegre, nos primeiros tempos de AGAPAN. Comecei a perceber que mais pessoas defendiam a
natureza e passei a me interessar e ler sobre isto. Mais tarde tive aulas de ecologia com o Prof Schmeling na Fundação Evangélica. Eram os tempos da Conferência de Meio Ambiente da ONU em Estocolmo. A questão ambiental começava a ganhar o Mundo.

Fatos que me levaram a buscar o curso de Agronomia por influência do meu primo Paulo Lipp que já cursava esta faculdade e vivia lá em casa catado bichinhos para as suas coleções didáticas. Na faculdade entrei para o Centro de Estudos Ambientais. Organização dos estudantes voltada à agricultura ecológica. Espaço onde conheci grandes personagens desta luta ambiental.

5  – Quais suas maiores lutas nesse “setor”?

As lutas são muitas. Atuei muitos anos no Horto da Prefeitura de Novo Hamburgo produzindo árvores nativas para as praças da cidade e verduras ecológicas para a merenda escolar. Boa parte das árvores, plantadas na cidade, foram produzidas nesta época. Também atuei muito na educação ambiental de crianças da rede pública e privada do Vale do Sinos. Tive uma participação importante na criação do parque Henrique Roessler (O Parcão) e na criação do Comitesinos. Este o primeiro comitê de Bacias do Brasil voltada a gestão das águas do sinos e sua recuperação. Participo do Movimento Roessler, ONG da minha região. Fui Fundador e da coordenação da APEDEMA, entidade que congrega as entidades ecológicas do RS e representante dos Ecologistas no Fundo Nacional do Meio Ambiente e do Programa Pró Guaíba. O primeiro voltado a financiar projetos para o meio ambiente e o segundo um Programa em prol dos rios da Bacia do Guaíba coordenado pelo Governo Estadual. Também atuo na Fepam, órgão ambiental como técnico concursado.

Uma frente importante é a produção de artigos, textos e livros sobre meio ambiente. São cerca de 800 já publicados que viram sete livros, um blog e vários vídeos e montagens de teatro.

6 – Quais suas maiores conquistas?

A criação do Parcão e do Comitesinos; o trabalho de educação ambiental nas escolas; a Central de Reciclagem de Novo Hamburgo; a criação da Secretaria de Meio Ambiente de Novo Hamburgo; a implantação de tratamento nos curtumes; o plantio de milhares de árvores nativas na nossa região e a carreira como escritor ecológico.

7 – Como surgiu e qual o motivo do Movimento Roessler?

O Movimento Roessler surgiu de um grupo alunos do professor Schmeling que aderiram a luta do Hermenegildo em 1978. O movimento ecológico gaúcho passava um abaixo assinado para que fosse revelado o que houve na praia do Hermenegildo onde animais apareceram mortos com sinais de envenenamento. Era o período da ditadura e as notícias não saiu. Foram coletadas milhares de assinaturas na cidade e o Grupo se motivou a criar uma entidade ecológica na cidade, incentivados por Magda Renner, uma das lideres do movimento no RS. Escolheram o nome Roessler para homenagear o pioneiro da luta ambiental gaúcha, Henrique Roessler, que atuou no vale dos Sinos nos anos 30 a 60 e criou a primeira entidade ecológica do Brasil, a UPN, em 1955.

O principal objetivo do Grupo é a defesa do meio ambiente do Vale do Sinos.

8 – Que idade você tinha?

Eu tinha 17 anos na época, mas não participei do grupo inicial porque estava me preparando para o vestibular e fui para Porto Alegre.
Vários fundadores eram meus colegas de colégio da époc a. Eu entrei no Movimento em 1985 quando já trabalhava na Prefeitura de Novo Hamburgo

9 – O movimento é uma ong?

Sim

10 – Quais as principais ações que ele (movimento) realiza?

Todas as lutas acima descritas são obra do Movimento Roessler direta ou indiretamente. Atualmente atuamos no Conselho de Meio de Novo Hamburgo; no Comitesinos; realizamos caminhadas mensais na região; estamos fazendo o levantamento da arborização de Novo Hamburgo; eventos em prol do parcão; estamos realizando ações de Educação Ambiental em prol do Esgoto Cloacal na cidade. Temos um jornal e um site e somos uma referência para escolas e entidades da região em lutas pelo meio ambiente, sempre colaborando com palestras e orientação técnica. Estamos realizando uma campanha de coleta óleo de cozinhas com as escolas além de outras iniciativas que são planejadas nas reuniões semanais em nossa sede.

11 – Qual o seu papel dentro do movimento?

Sou uma das lideranças do grupo tendo atuado em vários cargos de direção ou representação política da entidade.

12 – E fora dele?

Atuo na Fepam como técnico de meio ambiente, faço palestras e escrevo sobre meio ambiente.

13 – Como surgiu a idéia de escrever?

Sempre gostei de ler. Desde pequeno devorava livros e livros. Escrever foi uma decorrência. Meu primeiro livro foi de poemas lançado em 1982 ainda na faculdade. Em 1983 publiquei meu primeiro artigo no jornal Hamburguerberg da Fundação Scheffel. Em 1984 recebi um convite para fazer a coluna de ecologia do
NH e não parei mais de publicar em vários periódicos. Os livros foram uma conseqüência destes artigos e de meu envolvimento com crianças das escolas de
onde brotaram várias histórias.

14 – Como acontecem as idéias para seus livros?

Os livros foram uma seqüência natural dos artigos e do trabalho de educação ambiental. Vários dos meus livros reúnem os meus artigos publicados em
periódicos. Os textos para criança surgiram de provocações de amigos e professores que pediram para eu começar a escrever para este público histórias envolvendo o meio ambiente. A inspiração vem do dia a dia do trabalho pelo meio ambiente e do contato com a gurizada e das coisas que vejo no mundo. Podem surgir da observação de um animal ou planta. Também pode vir de uma experiência de contato com um local bonito ou uma paisagem degradada, do contato com pessoas ou de uma notícia ou história que te conta. Também tiro muita inspiração de filmes, obras de arte, teatro e outras manifestações artísticas ou eventos que agente toma contato como organizador ou apenas como participante. Outra coisa que funciona muito são encomendas de textos ou palestras feitas por periódicos ou escolas e organizações. Muitas vezes eles querem que se fale de um tema específico que motiva a pesquisar e pensar no assunto e produzir algo. Esta entrevista é um exemplo desta forma de inspiração.

15 – Todos eles trazem a questão ecológica?

Basicamente sim. Os poemas falam também de amor e relações humanas e tenho uma série de contos chamada “couro” que trata da transformação de Novo Hamburgo duma pequena cidade numa quase metrópole através de um painel com vários fatos e personagens que viveram as conseqüências deste processo.

16 – Quantos livros você tem?

Publiquei sete individuais e participo de cinco publicações com outros autores.

17 – Tem filhos? Quantos? Idade?

Não tenho filhos.

18 – Mulher? Casados há quanto tempo?

Tenho uma união estável com a Cristina Haag.

19 – Como eles vivem essa questão? Apóiam sendo ativos ou são indiferentes?

A Cristina me apóia muito em todos os assuntos relativos ao meio ambiente com idéias, participações em momentos decisivos e chamando minha atenção para os aspectos fundamentais de cada processo ou momento de atuação.

20 – Com sua atitude de ecologista, o que acha que pode mudar no mundo?

Eu acredito muito num ditado do TAO “O sábio obra sem agir. E por não querer ser visto, não passa desapercebido”. Cada um deve procurar ao máximo ser coerente com suas idéias e viver conforme elas indicam. Quanto mais se consegue isto mais se serve como referência para os outros. As mudanças começam dentro das pessoas e só se materializam quando fora frutos de intenções sinceras. Ao mesmo tempo as grandes transformações necessitam de grupos organizados de pessoas que se aglutinam em torno de pessoas que tem a capacidade de perseverar num ideal atuando como referência e liderança. Ou então exercendo o papel de estimuladores e balizadores da ação. A maioria das pessoas reconhece que precisa ser feito algo pelo meio ambiente, mas a maioria precisa ver para crer que a coisa esta acontecendo para então participar também. Um exemplo é a separação do lixo. Quase todos sabem que precisa ser feito, mas a maioria só faz se houver alguém ou um serviço público coordenado na frente. Eu acredito que os ecologistas têm um papel importante na transformação deste mundo por que a visão da ecologia nos ensina um modo diferente de ver as relações entre os seres deste planeta e propiciam elementos para uma nova forma de lidar com os aspectos práticos da realidade construindo uma transformação profunda na prática e valores da humanidade. Muita coisa já mudou no mundo por conta do movimento ecológico, mas ainda há muita coisa por fazer e precisamos de cada vez mais envolvimento. Na minha visão as entidades ecológicas têm o papel de enzimas catalisadoras destas transformações induzindo outros setores a fazer sua parte no processo.

21 – Como é a sua casa? Tem muito verde? Muitos animais?

Moro perto do parcão numa casa construída dentro de um projeto inspirado na arquitetura antroposófica e em princípios de construções ecológicas. A primeira propõe à construção de espaços que facilitem o desenvolvimento do espírito humano e a segunda a integração com o meio ambiente reduzindo impactos ambientais. Temos muitas árvores nativas no terreno e vivemos com o “ursinho Puff” nosso cão malandro da enchente. Além dele, recebemos muitas visitas da fauna nativa atraídas pelas plantas que cultivamos e a localização próxima a um parque muito rico em diversidade.

22 – Qual sua planta e seu animal preferidos? Por quê?

Gosto de várias plantas e bichos. Por conta da minha infância o ingazeiro tem um apreço particular junto com a sibipiruna, uma das árvores mais bonitas da nossa flora. Entre os bichos me identifico muito com o lobo guará porque é um animal discreto e elegante e com os cágados, por sua capacidade de resistência. Quando menino gostava muito de trazer para casa  estes últimos e ficar observando seu jeito calmo e sereno de quem aparenta muita sabedoria. O maior espetáculo natural que apreciei no sinos foi num dia de verão em que descia o rio de barco e vi milhares deles tomando banho de sol nos troncos da beira do rio. Eles se lançavam na água coordenadamente a medida que íamos nos aproximando. Uma loucura.

23 – Qual seu primeiro animal de estimação?

Foi o gato Chulico que ganhei com seis anos de idade de um vizinho amigo nosso.

24 – Qual sua comida e bebida preferidos? Por quê?

Gosto muito de pão, talvez porque meu avô era padeiro de mão cheia. Uma das coisa boas da infância era tomar café da tarde com ele depois de voltar da escola infantil enquanto esperava meu pai me buscar para voltar para casa.

Como bom “alemão” curto muito uma boa cerveja. Especialmente estas marcas artesanais caseiras que vários amigos nossos andam fazendo. Em casa, no verão, tomávamos cerveja preta feita em casa. Isto quando elas não estouravam antes é claro.

25 – O que você acha do vegetarianismo?

Respeito muito a postura filosófica de seus praticantes.

27 – E do desenvolvimento sustentável? Acha possível ou é uma utopia?

Eu prefiro buscar o desenvolvimento ecologicamente sustentável que é aquele que buscar garantir as necessidades básicas das atuais gerações de humanos e demais seres do planeta sem prejudicar o atendimento das gerações futuras. O conceito de desenvolvimento sustentável em si é muito antropocêntrico, pois só se preocupa com o ser humano e desconsidera os demais seres do planeta. Acho que o desenvolvimento ecologicamente sustentável é uma utopia no verdadeiro sentido de Thomas Morus de uma fonte de inspiração de uma ideal a ser construído no dia a dia. A vida é um eterno processo em permanente construção. Não há porque pensar que seja impossível se alcançar o desenvolvimento ecologicamente sustentável.

28 – Quais políticas públicas deveriam ser adotadas para que o meio ambiente pudesse estar a salvo?

A ecologia ambiental deveria estar no centro da tomada de decisão de todo gestor público tendo o mesmo grau de importância de sua prima a economia bem junto com o princípio da justiça. Hoje em dia a questão ambiental ainda ocupa uma posição periférica na visão da maioria dos líderes políticos que praticamente estão rendidos intelectualmente a idéia de que basta o desenvolvimento econômico para trazer a felicidade para as pessoas. A prova é alta rotatividade de dirigentes nos cargos das pastas ambientais e os baixos orçamentos além dos constantes atropelos e pressões contra a legislação ambiental do Brasil.

29 – O que você acha dos animais em zoológicos e circos?

Sempre gostei de ir ao Zoo de Sapucaia porque ele é muito bem organizado e cuida muito bem de seus animais. Acho que os bons Zôos cumprem um papel importante de proporcionar contato das pessoas com animais e também na pesquisa e cuidados de espécies ameaçadas de extinção. Também são importantes
para cuidar de animais doentes ou vítimas de crueldade humana. São uma espécie de mal necessário porque o mais legal é ver um animal no seu ambiente natural.

Quanto aos circos concordo com os que dizem que é uma humilhação expor animais fazendo truques que nada tem a ver com sua natureza animal.

30 – O que você acha do desmatamento?

Acho que já cortamos arvores que chega das nossas florestas naturais. Temos saber suficiente para conduzir manejos florestais que garantam produção de produtos florestais sem destruir as florestas.

31 – E do reflorestamento?

Uma tarefa fundamental para a recuperação do equilíbrio natural e garantia de serviços ambientais como provimento de ar e água limpas, controle de pragas agrícolas, controle da erosão equilíbrio do clima e harmonia paisagística. Também é importante para a produção de produtos florestais. Mas, por favor, não me venham dizer que monocultura de árvores seja reflorestamento. São lavouras de árvores como qualquer outra produção agrícola.

32 – E da produção em grande escala da soja? Ela contribui com o desmatamento?

Toda monocultura contribuiu para a devastação florestal. Hoje no Brasil é a soja assim como já foi a cana e o café. É um modelo de desenvolvimento econômico que precisa ser mudado para um processo agrícola baseado nos princípios da agroecologia e da agricultura orgânica.

33 – O que acha dos transgênicos?

Uma tecnologia muito questionável que vem sendo dirigida nos sentido de aumentar o poder das grandes transacionais no mercado mundial e aumentar a  dependência de todos nós de seus produtos. Um risco para a saúde humana em potencial. Também é uma ameaça aos ecossistemas porque tem potencial
de criar criaturas de alta capacidade de invasão biológica para os quais não haja mecanismos naturais de controle. Verdadeiros ETs com o mesmo potencial de
destruição dos da ficção cientifica.

34 – Quantas árvores já plantaste em toda sua vida?

Pedia as contas, Mas são muitas. Nos tempos que administrei o horto da prefeitura produzíamos mais de 25 mil por anos. Foram 11 anos de trabalho. Claro que a maioria foram distribuídas e plantadas por outras pessoas. Mas muitas a gente plantou pessoalmente em vários lugares da região.

35 – Você é ecologista, ecólogo ou ambientalista? Quais as diferenças entre ambos?

Sou ecologista. Um cara que inspirado na visão cientifica, social e espiritual derivada da ecologia atua em grupos organizados voltados com objetivo principal a proteção da natureza e a construção de uma sociedade ecologicamente sustentável. Ecólogo é o cientista pesquisador acadêmico. Já ambientalista é um termo genérico que inclui do ecólogo ao ecologista passando por uma salada mista de políticos e industriais verdes, técnicos de órgãos públicos e privados e ativistas de outros grupos sociais organizados. Muitos defensores devotos do meio ambiente outros nem tanto.

36 – Você se considera um “verde”? Por quê?

Não exatamente! O termo “verde” para mim se vincula aos partidos verdes e praticas do âmbito ambientalista empresarial e tecnológico que a pratica ecologista em si. Parece-me mais um movimento de acomodação do processo econômico para retardar uma mudança verdadeira no atual quadro de miséria e destruição que expõe a maioria das criaturas do planeta a uma vida de sofrimento e carências de toda ordem para garantir a uns poucos humanos privilégios numa escala impossível para o planeta suportar.

37 – Qual seu maior sonho para o nosso planeta?

Que ele continue sendo o espaço existencial da vida em todas as suas formas de manifestação.

38 – Se pudesse escolher outra profissão, qual seria? Por quê?

Talvez gostassem de ser historiador, pois tenho grande atração por esta ciência.

39 – É realizado no que faz?

Sem dúvida. Conheci muita coisa e tive oportunidades incríveis em função do que faço.

40 – Acha que através da educação ambiental é possível mudarmos os rumos do nosso planeta?

A Educação ambiental é fundamental neste processo. Mas ela precisa vir junto com um processo de distribuição da riqueza e das oportunidades para todos neste mundo.

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