Trajetória do escritor Arno Kayser

“Tanto amigos com inimigos nos mantém no prumo da missão.”

A primeira publicação de Arno Kayser foi o livro “Peixes de 61”, em 1982. Uma edição da Cooperativa de Autores Independentes Pró- Texto, de Porto Alegre, RS. O livro reúne poemas escritos desde 1980 sobre o amor, a natureza e o sentido da vida. Editada por Hingo Weber o livro foi uma edição com recursos próprios com um forte apoio nas vendas da mãe Estella Lipp Kayser.

A publicação de artigos começou em 1983 com um texto sobre a poda das árvores, no Jornal ”Hamburgerberg” da Fundação Scheffel. Jornal Editado por Ângela Sperb e Ernesto Frederico Scheffel. A Fundação Scheffel situa-se em Hamburgo Velho, bairro natal do autor. O nome do Jornal é a antiga denominação da vila que deu origem a Novo Hamburgo e também uma referência à dimensão transcendental e cultural do local.

Em novembro de 1984 começa a publicar a coluna de Ecologia ”Oca” no jornal NH de Novo Hamburgo. O convite parte da Editora de Cultura Evânia Reichert que procurou formar um time de novos colaboradores do jornal que incluía, além dela, ainda Werner Schünemann e Luis Felipe Maldaner. A arte da vinheta da coluna foi criada por Rogério Rauber, artista plástico consagrado e grande amigo e parceiro do autor nas lutas pelo meio ambiente. A coluna foi publicada de novembro de 1984 até junho de 1992, curiosamente encerrando na semana seguinte à RIO 92, por conta de um protesto de um pastor luterano com relação a um artigo do autor. Além de Evânia trabalhou com outros editores como Germano Hauschild e Henrique Schneider. Foram publicados mais de quatrocentos artigos sobre meio ambiente superando a marca de Henrique Roessler alcançada nos anos 50 e 60 no Correio do Povo de Porto Alegre. A coluna tinha grande projeção na região e abriu o espaço para outros trabalhos do escritor. Em 1994, durante alguns meses a coluna foi retomada pelo NH dentro de um projeto sobre a reciclagem de lixo.

Em 1987 publica, a convite da então presidente do Movimento Roessler para Defesa Ambiental Jane Schmitt, “Verde no Cinza” pela Editora Otomit. As ilustrações são de Debbie Schmitt. O texto trata da temática da arborização urbana. Foi escrito a partir de artigos sobre o tema de uma campanha de arborização da sua cidade natal, coordenada pela Prefeitura e o Grupo de Sinos. Além da parte técnica o livro reúne informações sobre mais de quatro dezenas de árvores adequadas para o plantio na cidade. Nesta época Arno era o chefe do Horto Botânico do município, uma referência na região. O texto também visava modificar a tradição de podas radicais feitas na cidade e região que comprometia a qualidade da arborização. Uma das lutas históricas dos ecologistas da região. Este livro serviu de base para, em 1990, serem transformados no livro “As Árvores de Novo Hamburgo”. Este livro foi coordenado pela Bióloga Maria Cecília Braum e o Secretário de Educação de Novo Hamburgo Ernest Sarlet. Colaboraram vários membros da Equipe de Educação Ambiental da cidade. O livro foi produzido a partir da coleta de mais de vinte toneladas de papel velho por toda a rede escolar municipal, com o apoio do Empresário Miguel Holzbach. O livro foi produzido em papel Eco Graf preparado sem uso de cloro e distribuído em todas as bibliotecas publicas da região. As ilustrações são de Dione Moraes, presidente do SOS Rio dos Sinos. Também foi produzido um livro sobre as Aves de Novo Hamburgo. Em 1993 teve uma segunda edição.

Entre estas duas edições surgiu “Signos de Renovação” pela Editora Sinodal e Otomit. Este livro foi lançado em 1991 na Feira do Livro de Porto Alegre e reúne os melhores artigos publicados na coluna “Oca” até então. A iniciativa foi apoiada pelo Pastor Luterano Bertholdo Weber, grande incentivador da Upan e da Ecologia como uma contribuição da IECLB a luta pela recuperação do Rio dos Sinos. Também cooperou na edição o então presidente da Upan Carlos Aveline. A apresentação é assinada por José Lutzenberger.

Em 1997 Arno Kayser coordenou e escreveu a publicação em Homenagem aos Dez Anos do Comitesinos. A arte e produção gráfica foram de Claudionor dos Santos e contou com imagens dos fotógrafos João Ricardo e Paulo Backes.

Em 1999 foi convidado por Aurélio Decker para assumir a coluna de ecologia da recém criada “ Folha de Novo Hamburgo”. Foram quase quatrocentos artigos até o fechamento do jornal em 2006. Bom tempo dele editado pelo jornalista Rafael Geyer. O jornal saia às sextas feiras e tinha um público fiel.

Em 2005 publica sua primeira história para crianças. “A História do Peixe Dourado” foi lançada pela Editora Oikos com edição de Erny Mugge e ilustrações de Silvana Santos. O texto foi produzido para o projeto “Peixe Dourado” do Comitesinos em torno da Espécie Bandeira das ações da entidade voltada para a gestão das águas do Rio dos Sinos. Ele foi escrito no inverno de 1999 na casa da praia dos Avós Maternos de Cristina Haag: Ernesto e Norma Enzelberg. Foram publicadas três edições distribuídas em toda a região do Sinos e outras regiões do país.

Em 2007 publica, pela Editora Mundo Jovem, “A Reconciliação com a Floresta” reunindo os melhores artigos publicados na Folha de Novo Hamburgo e na Revista Mundo Jovem além de textos de formação para cursos de capacitação de agentes pastorais na temática ambiental. O livro teve grande distribuição nacional e contou com uma segunda edição em 2010. A edição foi de Márcio Gastaldo e André Birck. A apresentação é assinada por Roberto Villar. A segunda edição incluiu alguns dos artigos do livro “Signos de Renovação”

Em 2009 publica junto com Ivone Gebarra “Terra Eco Sagrado”. Fruto do trabalho de um seminário de capacitação de agentes pastorais na temática ambiental, promovido pelo CEGA, em Porto Alegre.

Em 2012 colabora com a introdução do livro “Costa Brasileira” de Ita Kirsch e Bala Blauth trazendo uma pouco da história natural da formação do nosso litoral.

Em 2013 publica o romance mural”Couro” pela Editora Oikos, com edição de Erny Mugge. Inspirado na técnica de Osvald de Andrade o livro traça um painel do que ocorreu no Vale dos Sinos nos anos 80. Período áurea da exportação de calçados. São 80 estórias sobre como tudo aquilo impactou na vida de pessoas comuns. Em todas a palavra ‘couro” aparece com uma diferente conotação formando uma reverberação que articula as estórias. Todas elas inspiradas em fatos reais vivenciados pelo autor que na época trabalhava na Prefeitura Municipal da cidade de Novo Hamburgo.

Em 2015 publica, pela Editora Mundo Jovem, “Ecologia em dias tão confusos” reunindo os melhores artigos publicados neste blog e na Revista Mundo Jovem além de textos de formação para cursos de capacitação de agentes pastorais na temática ambiental.  A edição foi de Márcio Gastaldo e Rodrigo Cambará Ferreira de Lima.

Paralelo a estas publicações em livro Arno Kayser participou de algumas Coletâneas poéticas organizadas pela Alvales (Academia Literária do Vale do Sinos) ”Um Novo Amanhã” (1989), “Vale Neon”(1986), “Mil Poetas Brasileiros”(1990) e “Antologia Poética de Cidades Brasileiras” da Shogun Arte(1985).

Em 1989 escreveu, com Saraí Schmitt e Silvio Moraes, o roteiro do vídeo “Separe seu lixo me Casa”, produzido para a Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo.

Em 1999 publicou na Revista da Universidade de Santa Cruz o artigo “Proteção e Recuperação das Matas Ciliares da Bacia Hidrográfica do Guaíba, RS Brasil, com a colaboração de Julian Mauhs e Paulo Renato Backes e a orientação de Bruno Irgang.

Em 1992 escreveu o roteiro do vídeo “ Dez do Comitesinos”. Ainda para o Comitesinos produziu e dirigiu os vídeos de registro dos trabalhos de Educação Ambiental nos Municípios do Vale do Sinos. Em 1999 ajudou a produzir, com Jorge Furtado, o roteiro do vídeo sobre o Programa Pró Guaíba, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Para Teatro Infantil Arno Kayser escreveu alguns roteiros. Em 1987 foi montado, pelo Grupo Cria Alegria de Évora Sarmento, a peça “A Borboleta que queria Morrer”. Para o mesmo Grupo escreveu “Maricota no Galinheiro Grande”, montado em 1988. Em 1996 foi montado “As Aventuras do Vovô Roessler”, pelo Grupo Teatro Entre Linhas de Maria Alice Ribeiro.

Em 2003 escreveu o roteiro do Áudio Visual “Grande Rio Grande” de Ita Kirsch e Simone Blauth.

Também fez várias colaborações com artigos para a Revista “Mundo Jovem” (desde 1987), Revista da Emater, Revista “Portais”, Revista “E Aí?”, Revista Novo Olhar e Jornal do Roessler. Também tem alguns textos inéditos: “Um Ano Sem Primavera”- relato de sua viagem de estudos à Alemanha em 1986; “Uma Estrela que Brotou do Chão” e a “Turma da Vila Esperança” para adolescentes.

Para dar maior visibilidade a sua produção lança o Blog arnokayser.wordpress.com em 2011.

São muitos anos de escritos mesclando a poesia que representa seu lado sensível que se protege e inspira os textos de Ecologia. Escritos que segue uma tradição iniciada por Henrique Roessler e José Lutzenberger.

Tradição que trabalha com uma visão crítica do mundo na perspectiva ecologista, mas que é, ao mesmo tempo, educativa e esperançosa. Procurando mobilizar corações e mentes para uma ação transformadora apontando caminhos e construindo soluções.

Arno Kayser Agrônomo, Ecologista e Escritor

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